quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O que é NETWORKING hoje no mercado de trabalho?



"Fazer Networking é a capacidade de manter relacionamento com pessoas que tenham interesses que possam partilhar com você, em contatos de benefícios mútuos."



Por Rosana Rocha



Olá meus queridos,

Em primeiríssimo lugar eu gostaria de me desculpar pelo atraso, mas as atribulações do dia-a-dia não me permitiram cumprir o prazo de postagem de uma nova matéria.
Tive que viajar a trabalho para outra cidade, participei da organização do II Seminário de Educação Infantil para crianças de 0 a 10 anos, fiquei muito feliz por ter sido solicitada para tal e mais feliz ainda por ter sido, juntamente com a equipe, elogiada pelo desempenho. Meus agradecimentos (And the OSCAR goes to...rs) vão para as equipes SENAC Campos e Itaperuna: Ana Alice(Gerente do SENAC / Campos),
Luciano Henriques (Coordenador do SENAC / Itaperuna) e equipe, André e Aline( Função Marketing SENAC / Campos) e minha amiga e colega de trabalho Kelly Coelho (OPTEL / SENAC / Campos). To chique né!
Mas enfim...Aqui estou e vamos dar início ao nosso encontro mensal esperado, diga-se de passagem, encontro este que me é muito satisfatório.

NETWORKING...
Palavra estranha, não acham?
Quando ouvi a primeira vez fiquei imaginado que fosse rede de trabalho, isso se eu fosse traduzir ao pé-da-letra, mas aí explicaram que se tratava de rede de contatos. E lá fui eu para a frente do computador ( bendito seja...rs)...

Net, depois da internet sabia-se que significava "rede", Working, forma gerúndia do verbo to work = trabalhar...Só que em inglês, work tem um sentido mais amplo, sendo assim, é qualquer aplicação de energia orientada para um propósito específico ou um esforço conjunto de difusão. Trabalhar é só uma das muitas alternativas. ( Aff...Isso parece até aquelas frases escritas em japonês, onde três caracteres, são praticamente um texto inteiro).

Fazer NETWORKING, não é absolutamente promover uma transação.

NETWORKING, é manter contato com pessoas, sem esquecê-las e sem deixar que elas o esqueçam, é melhorar a sua visibilidade no mercado de trabalho e coletar informações importantes que ajudem você a encontrar oportunidades de conseguir emprego, é construir relações, ganhar visibilidade, colher informações e criar impressões favoráveis e duradouras.

NETWORKING é um dos pilares da boa empregabilidade.

Vocês se lembram que há um tempo atrás dizíamos que para fulano conseguir tal emprego ele precisou de Q.I., popular "quem indica"?
Então...É mais ou menos isso, quanto maior for a sua rede de contatos, maior são suas chances de entrar mais rápido no mercado de trabalho. Digo isso no sentido de que se você tiver um bom currículo, e conhecer as pessoas certas você pode conseguir sim um bom emprego. Lógico que isso acontece quando o seu contato percebe que você pode render em certo cargo, pois sem preparação específica e conhecimentos, meus queridos, nenhuma empresa contrata e o seu contato não pode, como dizem por aí, "se queimar" com o networking que ele tem e utilizou para te ajudar.


Pra vocês entenderem melhor, vou dizer à vocês o que o NETWORKING não é:

  • AMIGOS DO PEITO: Não tem nada a ver com amizades, é puramente profissional. É alguém que ajuda um outro alguém já prevendo que um dia vai solicitar a retribuição da gentileza. Amigos não cobram favores, mas integrantes de uma rede de contatos dependem disso.

  • MAILING: Quem vive mandando mensagens via e-mail para um grupo de pessoas e recebendo outras em troca, não tem networking, só tem uma relação informal, como se todos frequentassem o mesmo bar e se conhecessem de lá. Networking pressupõe "auxilio profissional" e não apenas "interesse em comum sem obrigação recíproca".

  • ORGANOGRAMAS: As pessoas acham que o mapa da mina é conseguir os nomes e os cargos dos principais dirigentes de um monte de empresas. E mandam currículos numa empolgação que emociona. Mas não se lembram que os mesmos dirigentes não os conhecem, aí é uma frustração quando depois de meses não se tem resposta. Isso ocorre porque faltou o principal ingrediente do networking : CONHECIMENTO MÚTUO.

Os grandes especialistas em gestão de carreiras, como o Max Gehringer, o que dá dicas no Fantástico, recomendam que todos os profissionais que querem manter-se altamente desejados pelas empresas devem além de estar constantemente atualizados, possuir uma boa experiência profissional.
Nesse ponto podemos voltar no que eu havia dito anteriormente, se não tiver preparo profissional de nada vale o seu NETWORKING.

E como se constrói um bom NETWORKING?
De acordo com o Max Gehringer, não é fácil, mas também não é tão complicado.

Aqui estão algumas dicas:

  1. Evitando o caminho mais difícil. É mais simples começar por pessoas conhecidas, como os colegas de escola. Alguns deles podem ter progredido na carreira.
  2. Frequentando ambientes públicos onde pessoas com bom trânsito nas empresas (isto é que já tem um bom NETWORKING) costumam dar as caras, como seminários, feiras e eventos. Nesses locais, o assunto principal é sempre menos importante que o coffe break. Sentar ao lado de um headhunter* num simpósio qualquer já é um passo enorme.
  3. Não cometendo o mais comum dos erros, o de pedir algo já no primeiro contato. Coisas do tipo: "Dona Rosana, eu sou amigo do Gomes, que trabalhou com a senhora há 15 anos. Olha estou precisando de um favorzinho seu..."
  4. Tendo paciência. Estruturar um NETWORKING é como construir uma casa: primeiro, os alicerces. e o momento ideal para começar é quando não se está desabrigado.

*HEADHUNTER : É o profissional que presta consultoria à empresas caçando talentos ou seja, procurando profissionais específicos para cargos altos ou gestores de empresas. O headhunter analisa as características de cada empresa, identifica as necessidades concretas e o perfil do executivo necessário, planeja o quadro de funcionários e sai em busca de talentos que preencham as expectativas dos contratantes.


Bem meus queridos, hoje eu fico por aqui.
Espero vocês no próximo mês, não esqueçam de votar na enquete, ok? O próximo assunto também será escolhido por vocês.
Dicas e sugestões, vocês podem deixar como comentário ou enviar um email para: romedroc@gmail.com


Obrigada!! Beijos da Rô....uou!




sábado, 9 de agosto de 2008

MKT NÃO FUNCIONA SEM O ENDOMKT...EU CONCORDO E VOCÊ?


Por Rosana Rocha


Como desenvolver um trabalho dentro de uma empresa na qual o que consideramos clientes internos, ou seja, funcionários, parceiros ou colaboradores (o nome depende do humor e ou boa vontade de "alguns" administradores) não se sentem a vontade, confiantes e dispostos a investir atenção no produto com o qual trabalham?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

PUBLICIDADE E WEB 2.0 - INTERATIVA OU PARTICIPATIVA?

Por Rosana Rocha


"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regras mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitandoa inteligência coletiva."

Tim O'Reilly


È a segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para WEB, ele não se refere à atualização das suas especificações técnicas, mas uma mudança de como ela é encarada por usuários e desenvolvedores.

Foi usado pela primeira vez em Outubro/2004 nomeando uma série de conferências sobre o assunto e popularizando-se rapidamente a partir de então. Tratou-se de uma constatação de que as empresas que conseguiram se manter através da crise da internet possuiam características comuns entre si, o que criou uma série de conceitos agrupados que formam o que chamamos de Web 2.0.

O marketing e a publicidade online também mudaram muito com a web 2.0. Agora a empresa já não pode comunicar, ela deve aprender a interagir. A publicidade deixou de ser uma via de mão única, onde a empresa emite uma mensagem que o consumidor recebe.


"COMO A INTERNET É FEITA DE GENTE, A PUBLICIDADE SE TORNOU O RELACIONAMENTO ENTRE PESSOAS DA EMPRESA E PESSOAS QUE SÃO CONSUMIDORES."

Gilberto Alves Junior


Isso inclui o novo conceito chamado marketing de performance. Neste novo conceito, você contrata o serviço de marketing e só paga pelos resultados que recebe. Nada de estra na Internet só para não ficar fora dela, agora toda ação online deve ser interessante do ponto de vista do retorno sobre o investimento. Além disso, as antigas formas de publicidade online deram lugar a campanhas onde você só paga pelos cliques que seu banner recebe, marketing através de links patrocinados em sites de busca, otimização de sites para sites de busca e marketing viral.


"QUANDO MACLUHAN DISSE QUE O MEIO É A MENSAGEM, ESTARIA ENXERGANDO A WEB 2.0?"

Gilberto Alves Junior


Segundo Bakthin, tudo é interativo, tudo é dialógico. Então, podemos dizer com segurança que há um certo grau de interatividade em toda peça publicitária; desde que a comunicação existe, ela sempre foi e será interativa. Um aspecto participativo que vai além do aspecto interativo, embora o uso feito de "interativo" hoje seja outro.

O participativo começa a se manifestar agora com a Web 2.0. Uma propaganda que propõe interferência com conteúdos pré-estabelecidos é interativa mas não participativa nesse sentido. Se propuser a escolha de conteúdos, será participativa. Mas em todos os casos há uma diferença de grau com relação à Wikipedia: o que a propaganda propõe ainda traz certo núcleo fixo que é a proposta básica da propaganda.

Então podemos dizer que absolutamente toda propaganda é interativa, mas nem toda propaganda é participativa. A web 2.0 troxe a possibilidade de participação do usuário no conteúdo, na forma na organização, na avaliação, enfim, em todo o projeto. Por este aspecto, nós poderíamos dizer que um banner que cntém um jogo com o qual o usuário "interage" com a propaganda e com a marca é quase tão interativo quanto um cartaz comum, porque toda a ação do usuário foi pré-estabelecida e delimitada. Porém, ações como aquelas nas quais o usuário pode interferir diretamente no conteúdo (criando, mexendo,organizando e avaliando através de blogs, podcasts e outros meios) são realmente participativas.

Vemos todos os dia blogs como o Brainstorm9, que as propagandas que contam com a participação do usuário (seja no conteúdo ou na disseminação,como é o caso do viral) são as que dão mais resultado. Aliás. o proprio sucessodos blogs se deve à possibilidade do usuário participar através de comentários. Daí os blogs, que eram apenas brincadeira de adolescentes, estarem agora sendo usados para o marketing, e com casos muito bonitos de sucesso.

A tese central de Marshall Mcluhan nunca foi tão verdadeira quanto na web 2.0 onde a agência desenvolve quase que somente o meio e quem faz, edita, organiza mexe, re-publica, comenta e avalia a mensagem é o próprio usuário.

Chame de publicidade interativa, de participativa, Publicidade 2.0, Web 2.0, o nome não importa. O importante é entender que a sociedade e o modo como as pessoas se relacionam e procuram informação estão mudando, e a publicidade tem que acompanhar esta mudança ou perderá relevância neste novo mundo.

Mas o mais importante é que toda a agências entenda quem é o novo público e que ele não aguenta mais a publicidade de mão única, não aguenta mais ser o receptor da mensagem, ele quer participar ele quer mexer ele quer ser a mensagem.




quinta-feira, 19 de junho de 2008

A ESTRATÉGIA DA SOUZA CRUZ NO PDV


Por Thiago Terra
thiago@mundodomarketing.com.br


Quem não se lembra dos comerciais de cigarro que mostravam pessoas fazendo esportes radicais? Durante muito tempo, a Souza Cruz anunciou produtos na TV aberta. Com a legislação que entrou em vigor proibindo a propaganda de cigarros, a empresa teve que rever e reorganizar todo o departamento de Marketing. A partir deste momento, todas as atenções da companhia se voltaram para o ponto-de-venda.

Ao longo da história da Souza Cruz, o ponto-de-venda foi muito importante como meio de comunicação entre a empresa e o consumidor final. Desta forma, a companhia chegou ao 12º lugar no ranking das maiores marcas do Brasil e o PDV se consolidou como o seu principal canal de Marketing. Apesar disso, a empresa passou a veicular produtos com freqüência na TV até ser aplicada a lei que tirou os comerciais de tabaco do ar. Será que a tarefa de mudar o foco da empresa para o PDV causou problemas?

Pelo contrário. A Souza Cruz está entre as principais empresas que perdem mercado com o avanço da pirataria. Os produtos falsificados agem como reais concorrentes da empresa, já que se tornam obstáculos para a distribuição e ocupam boa parte do percentual de concorrência da companhia.

Fiéis por escolha ou necessidade?
A principal diferença entre a Souza Cruz e outras empresas do varejo está na fidelidade do público. Quando o consumidor tem uma marca de cigarros de sua preferência dificilmente ela será trocada por outra. Além de ser um produto de consumo diário, uma marca do cigarro está associada ao estilo e comportamento do consumidor.

De acordo com Rodrigo de Pádua, Gerente de Comunicação para o Varejo da Souza Cruz, o índice de lealdade dos consumidores de cigarros chega a 50%. “O melhor modelo para atingir o nosso consumidor sem usar as mídias de massa é estar presente em diversos pontos de contato com o cliente em sua cidade”, conta.

Do total de fumantes que consomem produtos da Souza Cruz, 65% deles compram um maço de cigarros diariamente. Enquanto o restante - 35% - vai até o ponto-de-venda a cada dois dias. Este produto não é saudável, não traz benefícios físicos aos consumidores, pelo contrário, e mesmo assim tem seus consumidores leais que não deixaram de ir ao PDV por causa da falta de anúncios da TV. “Existem diversas mídias e hoje as tradicionais mídias de massa não são mais tão eficientes”, acredita Rodrigo de Pádua.

Estudando para conquistar o consumidor
Através do merchandising, a Souza Cruz atribuiu a sua reorganização de Marketing, que passa por cerca de 225 mil pontos-de-venda onde a companhia comercializa seus produtos diariamente. A estratégia de focar a comunicação no PDV deve ser segmentada para os distintos comportamentos de compra dos fumantes no varejo. Alguns compram pela embalagem, outros pelo sabor e alguns escolhem o cigarro que vão fumar por motivos de posição social.

Com a medida de regulamentação na comunicação das indústrias de tabaco, a concorrência pelos principais pontos-de-venda cresce a cada dia e é cada vez mais difícil falar com o consumidor tabagista. “A mensagem que passamos ao consumidor no ponto-de-venda é fundamental”, afirma o executivo durante o Seminário Tendências Mundiais em Merchandising, no Senac Rio.

Para estudar o comportamento do seu consumidor e saber a hora certa de mudar a comunicação no ponto-de-venda, a Souza Cruz faz pesquisas regularmente com o público a fim de atingir o cliente certo. A pesquisa aborda questões sócio-demográficas, geográfica, perfil psicográfico, hábitos de compra, a relação com a marca e o motivo ou razão da escolha por uma das marcas da companhia.


Customizar é criar vínculo


Com base nas informações adquiridas com estudos de comportamento e perfil, a Souza Cruz lança produtos customizados, assim como empresas do segmento de alimentação, que divulgam novas fórmulas de seus produtos em versão Light ou Diet. Com esta estratégia, a companhia faz com que o consumidor tenha a sensação de pertencer a alguma comunidade, gerando bem-estar individual e coletivo.

Ao direcionar a comunicação ao varejo, a Souza Cruz criou também uma forma para atender de forma diferenciada os pontos-de-venda com mais volume de venda, visibilidade e relevância para a empresa e o consumidor. A empresa criou parceria com PDVs estratégicos, o que passa a ser um negócio entre empresas. “Fazemos diferentes entregas para as bases de varejo diferenciadas”, explica o executivo.

Oferecer o produto certo para um determinado canal de venda é uma das metas não só da Souza Cruz, mas também de empresas de diversos setores. Com a criação de filtros para avaliar o que a empresa pode ou deve oferecer ao público de cada região fica mais fácil encontrar uma solução. Partindo do perfil de compra do consumidor, da localização e da atividade comercial de cada ponto-de-venda, a Souza Cruz avalia também a complexidade do negócio. “Saberemos se estamos diante de redes globais, locais ou varejos independentes a partir de pesquisas”, conta.

Sinalizar contra a concorrência desleal
De acordo com Rodrigo de Pádua, o varejo adequado para o produto da Souza Cruz é percebido pelo nível de relacionamento do consumidor com o PDV. Na estratégia da companhia existe um elemento extremamente importante para gerar o consumo, a movimentação do cliente dentro da loja. “O mais importante é saber por onde o cliente anda na loja para sinalizar corretamente e gerar o impacto de forma sutil”, ensina o executivo da Souza Cruz.

A principal indústria concorrente da Souza Cruz é a da pirataria. Os produtos falsificados que chegam ao Brasil estão incluídos em 30% da concorrência da empresa. Mas, segundo Rodrigo de Pádua, o crescimento da pirataria e a legislação foram recebidos como combustível para que a empresa repensasse seus conceitos e estratégias. Mesmo assim, é no trabalho de ponto-de-venda que ela continua vendendo. E vendendo bem.