sábado, 11 de outubro de 2008

DESIGN : É ARTE OU NÃO?




Curiosidade: No Brasil com a implementação do primeiro curso superior de design, por volta da década de 50, adotou-se a expressão "desenho industrial", pois na época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais.





Por Luiz Octavio Barreto




Antes de levantar essa polêmica, quero explicar que vou me limitar a exemplificar essa discussão, tentando me ater de opinião, então vou me basear em todos os debates aos quais já participei, presenciei, li e ouvi durante todos esses anos. Esse assunto é como discutir se o que veio primeiro foi a galinha ou o ovo...Roda, roda e não se chega a lugar nenhum, mas é como dizem, se aprende com o conhecimento colocado à prova nas discussões, vamos tentar contribuir. Ou não!!

Esse tema é do tipo
"bulmerang" e é muito simples entender por que.

1 - O design é basicamente decorrente da arte, porém com o tempo criaram-se técnicas, conceitos e muitos aspectos construtivos que o distanciaram da arte propriamente dita. Historicamente os primeiros rótulos, cartazes, marcas e todas as demais funções do design atual, eram atribuídas a um artista (pintor, desenhista, artesão ou escultor), isso é muito simples de entender, os artitas possuem um conceito estético, por consequência: proporção, visibilidade e contraste. E graças a isso é preciso estudar arte para ser designer, observe que neste ponto seguem-se muitos conceitos criados pelos artistas, inclusive o uso das cores diferenciadas para objetivos diferentes.

2 - Para ser um artista, tem que se ter dom para a coisa, o estudo pode vir como aprimoramento, mas não é necessariamente fundamental para sê-lo. No design não é fundamental o dom, em geral com bastante treino ganha-se habilidade para a profissão, claro que o dom é um grande diferencial, mas a estrutura é baseada em muita técnica, conceito, informação, conhecimento e etc., enfim, nada disso é nato, é conhecimento. Então, qualquer um pode ser design, como poderia ser engenheiro, advogado, médico, o gosto pela profissão e o esforço são os diferenciais.


Falando em
etimologia¹, em inglês, design é tanto um substantivo, quanto um verbo.
  • O Verbo refere-se ao processo de originar e desenvolver um projeto para determinado fim, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes interativos e re-design.
  • O substantivo, é o produto finalizado da ação ou o resultado de se seguir o plano de ação.
O termo em inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queria designar somente a prática profissional do design. Era preciso diferenciar design de "drawing", enfatizando que a profissão envolvia mais do que mera representação das coisas projetadas. No indioma espanhol também existe essa distinção, existem as palavras: "diseño" (que se refere ao design) e "dibujo" (que se refere ao desenho).

De um lado discutem que para separar design de arte, é só ver na história. O homem produz arte desde a pré - história e em pontos diferentes surgiram: a arte clássica, a moderna e o design.


A arte clássica, tinha como necessidade a representação do real e ela começa a ser repensada na época da revolução industrial com a criação da fotografia, a partir daí já não havia a necessidade de representar, visto que a fotografia já tomaria este rumo. Então surge a arte moderna, a simples expressão do artista, faz pensar (filosofar é o ato de pensar, refletir). Quem nunca foi a uma exposição e ao olhar uma obra pós-moderna, nunca pensou: "O que será que o artista pensou ao criar tal obra?". Não necessariamente, precisa ter um único conceito ou mensagem por trás da obra, na verdade à mesma permite-se diversas leituras.
Também durante a revolução industrial surge o design, da necessidade da produção em massa, ou seja, produção em grande escala, até então era tudo artesanal. Era necessario adequar o produto à produção em máquina e à reprodução ao produto.

O design gráfico surge nesse meio, onde também é necessaria a reprodução.

O design gráfico sempre tem uma função, que é atender a uma demanda (seja de um cliente, ou de um produto, ou de qualquer outra coisa), ou no mínimo, transmitir uma mensagem(e que seja óbvia, a mensagem).
Assim como o artista, ele precisa conhecer as respostas do ser humano para cada tipo de mensagem. Porém, o artista pode ser subjetivo, deixando margem para imaginação fluir, criando sensações diferentes em cada pessoa.

O design tem que ser objetivo e focado, se houver margem para dubiedade, deve ser corrigido.
Chega ao ponto de dizer que o artista, faz arte por necessidade de expressão, comunicação, e as vende por sobrevivência. O designer cria por necessidade de comunicação de terceiros e recebe por isso.

O meu ponto de vista?


Simples, não é arte.
Acredito que o design só é arte no momento da criação, onde podemos sofrer qualquer influência necessaria para transmitir o que desejamos e precisamos, mas pára por aí, a necessidade de objetividade e resultados do design o distancia da essência da arte.
Então, passeamos pela arte, aprendemos com ela, assim como usamos a psicologia comportamental, a psicologia da
Gestalt² , psicologia das cores e nem por isso somos considerados psicólogos. Aprendemos teoria da comunicação, o emprego de tipologias, estruturação de texto, linguagem visual e também não somos considerados jornalistas. E assim por muitas áreas, pinçamos o conhecimentos, por quê? Informação, isso é fundamental para saber se comunicar.

Qual é sua opinião?



*Luiz Octavio Barreto
Designer Gráfico (Skill Studio de Criação)
Contato: contato@skillstudio.nethttp://www.skillstudio.net/
Tel.: 22 - 8112-8210


1- ETIMOLOGIA : Parte da gramática que trata da origem e formação das palavras.
2- GESTALT : Gestaltismo ou simplesmente Gestalt, é uma teoria da psicologia que considera os fenômenos psicologicos como um conjunto autônomo, divisível e articulado na sua configuração, organização e lei interna. A teoria foi criada pelos psicólogos alemães Max Wertheimer, Wolfgang köhler e Kurt Koffka, nos princípios do século XX.


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Então meus queridos, gostaram?
Bem direto, o nosso designer!

Não deixem de comentar, de opinar...Sua opinião é muito importante para nós! rs

Assim como também não posso deixar de pedir que vocês continuem votando na enquete e nos ajudando com o assunto do próximo mês.


Espero por vocês em novembro!
Beijos da Rô...uou!



\o/... Fui!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O que é NETWORKING hoje no mercado de trabalho?



"Fazer Networking é a capacidade de manter relacionamento com pessoas que tenham interesses que possam partilhar com você, em contatos de benefícios mútuos."



Por Rosana Rocha



Olá meus queridos,

Em primeiríssimo lugar eu gostaria de me desculpar pelo atraso, mas as atribulações do dia-a-dia não me permitiram cumprir o prazo de postagem de uma nova matéria.
Tive que viajar a trabalho para outra cidade, participei da organização do II Seminário de Educação Infantil para crianças de 0 a 10 anos, fiquei muito feliz por ter sido solicitada para tal e mais feliz ainda por ter sido, juntamente com a equipe, elogiada pelo desempenho. Meus agradecimentos (And the OSCAR goes to...rs) vão para as equipes SENAC Campos e Itaperuna: Ana Alice(Gerente do SENAC / Campos),
Luciano Henriques (Coordenador do SENAC / Itaperuna) e equipe, André e Aline( Função Marketing SENAC / Campos) e minha amiga e colega de trabalho Kelly Coelho (OPTEL / SENAC / Campos). To chique né!
Mas enfim...Aqui estou e vamos dar início ao nosso encontro mensal esperado, diga-se de passagem, encontro este que me é muito satisfatório.

NETWORKING...
Palavra estranha, não acham?
Quando ouvi a primeira vez fiquei imaginado que fosse rede de trabalho, isso se eu fosse traduzir ao pé-da-letra, mas aí explicaram que se tratava de rede de contatos. E lá fui eu para a frente do computador ( bendito seja...rs)...

Net, depois da internet sabia-se que significava "rede", Working, forma gerúndia do verbo to work = trabalhar...Só que em inglês, work tem um sentido mais amplo, sendo assim, é qualquer aplicação de energia orientada para um propósito específico ou um esforço conjunto de difusão. Trabalhar é só uma das muitas alternativas. ( Aff...Isso parece até aquelas frases escritas em japonês, onde três caracteres, são praticamente um texto inteiro).

Fazer NETWORKING, não é absolutamente promover uma transação.

NETWORKING, é manter contato com pessoas, sem esquecê-las e sem deixar que elas o esqueçam, é melhorar a sua visibilidade no mercado de trabalho e coletar informações importantes que ajudem você a encontrar oportunidades de conseguir emprego, é construir relações, ganhar visibilidade, colher informações e criar impressões favoráveis e duradouras.

NETWORKING é um dos pilares da boa empregabilidade.

Vocês se lembram que há um tempo atrás dizíamos que para fulano conseguir tal emprego ele precisou de Q.I., popular "quem indica"?
Então...É mais ou menos isso, quanto maior for a sua rede de contatos, maior são suas chances de entrar mais rápido no mercado de trabalho. Digo isso no sentido de que se você tiver um bom currículo, e conhecer as pessoas certas você pode conseguir sim um bom emprego. Lógico que isso acontece quando o seu contato percebe que você pode render em certo cargo, pois sem preparação específica e conhecimentos, meus queridos, nenhuma empresa contrata e o seu contato não pode, como dizem por aí, "se queimar" com o networking que ele tem e utilizou para te ajudar.


Pra vocês entenderem melhor, vou dizer à vocês o que o NETWORKING não é:

  • AMIGOS DO PEITO: Não tem nada a ver com amizades, é puramente profissional. É alguém que ajuda um outro alguém já prevendo que um dia vai solicitar a retribuição da gentileza. Amigos não cobram favores, mas integrantes de uma rede de contatos dependem disso.

  • MAILING: Quem vive mandando mensagens via e-mail para um grupo de pessoas e recebendo outras em troca, não tem networking, só tem uma relação informal, como se todos frequentassem o mesmo bar e se conhecessem de lá. Networking pressupõe "auxilio profissional" e não apenas "interesse em comum sem obrigação recíproca".

  • ORGANOGRAMAS: As pessoas acham que o mapa da mina é conseguir os nomes e os cargos dos principais dirigentes de um monte de empresas. E mandam currículos numa empolgação que emociona. Mas não se lembram que os mesmos dirigentes não os conhecem, aí é uma frustração quando depois de meses não se tem resposta. Isso ocorre porque faltou o principal ingrediente do networking : CONHECIMENTO MÚTUO.

Os grandes especialistas em gestão de carreiras, como o Max Gehringer, o que dá dicas no Fantástico, recomendam que todos os profissionais que querem manter-se altamente desejados pelas empresas devem além de estar constantemente atualizados, possuir uma boa experiência profissional.
Nesse ponto podemos voltar no que eu havia dito anteriormente, se não tiver preparo profissional de nada vale o seu NETWORKING.

E como se constrói um bom NETWORKING?
De acordo com o Max Gehringer, não é fácil, mas também não é tão complicado.

Aqui estão algumas dicas:

  1. Evitando o caminho mais difícil. É mais simples começar por pessoas conhecidas, como os colegas de escola. Alguns deles podem ter progredido na carreira.
  2. Frequentando ambientes públicos onde pessoas com bom trânsito nas empresas (isto é que já tem um bom NETWORKING) costumam dar as caras, como seminários, feiras e eventos. Nesses locais, o assunto principal é sempre menos importante que o coffe break. Sentar ao lado de um headhunter* num simpósio qualquer já é um passo enorme.
  3. Não cometendo o mais comum dos erros, o de pedir algo já no primeiro contato. Coisas do tipo: "Dona Rosana, eu sou amigo do Gomes, que trabalhou com a senhora há 15 anos. Olha estou precisando de um favorzinho seu..."
  4. Tendo paciência. Estruturar um NETWORKING é como construir uma casa: primeiro, os alicerces. e o momento ideal para começar é quando não se está desabrigado.

*HEADHUNTER : É o profissional que presta consultoria à empresas caçando talentos ou seja, procurando profissionais específicos para cargos altos ou gestores de empresas. O headhunter analisa as características de cada empresa, identifica as necessidades concretas e o perfil do executivo necessário, planeja o quadro de funcionários e sai em busca de talentos que preencham as expectativas dos contratantes.


Bem meus queridos, hoje eu fico por aqui.
Espero vocês no próximo mês, não esqueçam de votar na enquete, ok? O próximo assunto também será escolhido por vocês.
Dicas e sugestões, vocês podem deixar como comentário ou enviar um email para: romedroc@gmail.com


Obrigada!! Beijos da Rô....uou!




sábado, 9 de agosto de 2008

MKT NÃO FUNCIONA SEM O ENDOMKT...EU CONCORDO E VOCÊ?


Por Rosana Rocha


Como desenvolver um trabalho dentro de uma empresa na qual o que consideramos clientes internos, ou seja, funcionários, parceiros ou colaboradores (o nome depende do humor e ou boa vontade de "alguns" administradores) não se sentem a vontade, confiantes e dispostos a investir atenção no produto com o qual trabalham?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

PUBLICIDADE E WEB 2.0 - INTERATIVA OU PARTICIPATIVA?

Por Rosana Rocha


"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regras mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitandoa inteligência coletiva."

Tim O'Reilly


È a segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para WEB, ele não se refere à atualização das suas especificações técnicas, mas uma mudança de como ela é encarada por usuários e desenvolvedores.

Foi usado pela primeira vez em Outubro/2004 nomeando uma série de conferências sobre o assunto e popularizando-se rapidamente a partir de então. Tratou-se de uma constatação de que as empresas que conseguiram se manter através da crise da internet possuiam características comuns entre si, o que criou uma série de conceitos agrupados que formam o que chamamos de Web 2.0.

O marketing e a publicidade online também mudaram muito com a web 2.0. Agora a empresa já não pode comunicar, ela deve aprender a interagir. A publicidade deixou de ser uma via de mão única, onde a empresa emite uma mensagem que o consumidor recebe.


"COMO A INTERNET É FEITA DE GENTE, A PUBLICIDADE SE TORNOU O RELACIONAMENTO ENTRE PESSOAS DA EMPRESA E PESSOAS QUE SÃO CONSUMIDORES."

Gilberto Alves Junior


Isso inclui o novo conceito chamado marketing de performance. Neste novo conceito, você contrata o serviço de marketing e só paga pelos resultados que recebe. Nada de estra na Internet só para não ficar fora dela, agora toda ação online deve ser interessante do ponto de vista do retorno sobre o investimento. Além disso, as antigas formas de publicidade online deram lugar a campanhas onde você só paga pelos cliques que seu banner recebe, marketing através de links patrocinados em sites de busca, otimização de sites para sites de busca e marketing viral.


"QUANDO MACLUHAN DISSE QUE O MEIO É A MENSAGEM, ESTARIA ENXERGANDO A WEB 2.0?"

Gilberto Alves Junior


Segundo Bakthin, tudo é interativo, tudo é dialógico. Então, podemos dizer com segurança que há um certo grau de interatividade em toda peça publicitária; desde que a comunicação existe, ela sempre foi e será interativa. Um aspecto participativo que vai além do aspecto interativo, embora o uso feito de "interativo" hoje seja outro.

O participativo começa a se manifestar agora com a Web 2.0. Uma propaganda que propõe interferência com conteúdos pré-estabelecidos é interativa mas não participativa nesse sentido. Se propuser a escolha de conteúdos, será participativa. Mas em todos os casos há uma diferença de grau com relação à Wikipedia: o que a propaganda propõe ainda traz certo núcleo fixo que é a proposta básica da propaganda.

Então podemos dizer que absolutamente toda propaganda é interativa, mas nem toda propaganda é participativa. A web 2.0 troxe a possibilidade de participação do usuário no conteúdo, na forma na organização, na avaliação, enfim, em todo o projeto. Por este aspecto, nós poderíamos dizer que um banner que cntém um jogo com o qual o usuário "interage" com a propaganda e com a marca é quase tão interativo quanto um cartaz comum, porque toda a ação do usuário foi pré-estabelecida e delimitada. Porém, ações como aquelas nas quais o usuário pode interferir diretamente no conteúdo (criando, mexendo,organizando e avaliando através de blogs, podcasts e outros meios) são realmente participativas.

Vemos todos os dia blogs como o Brainstorm9, que as propagandas que contam com a participação do usuário (seja no conteúdo ou na disseminação,como é o caso do viral) são as que dão mais resultado. Aliás. o proprio sucessodos blogs se deve à possibilidade do usuário participar através de comentários. Daí os blogs, que eram apenas brincadeira de adolescentes, estarem agora sendo usados para o marketing, e com casos muito bonitos de sucesso.

A tese central de Marshall Mcluhan nunca foi tão verdadeira quanto na web 2.0 onde a agência desenvolve quase que somente o meio e quem faz, edita, organiza mexe, re-publica, comenta e avalia a mensagem é o próprio usuário.

Chame de publicidade interativa, de participativa, Publicidade 2.0, Web 2.0, o nome não importa. O importante é entender que a sociedade e o modo como as pessoas se relacionam e procuram informação estão mudando, e a publicidade tem que acompanhar esta mudança ou perderá relevância neste novo mundo.

Mas o mais importante é que toda a agências entenda quem é o novo público e que ele não aguenta mais a publicidade de mão única, não aguenta mais ser o receptor da mensagem, ele quer participar ele quer mexer ele quer ser a mensagem.